Como a recuperação judicial pode ajudar a sua empresa endividada

A crise financeira afetou o Brasil, e os principais setores prejudicados foram o da construção civil e o comércio varejista. Para se ter uma ideia, entre os anos de 2014 e 2015, mais de 435 mil funcionários da área de civil foram demitidos. Várias empresas foram afetadas e entraram em recuperação judicial para não declararem falência. Você sabe como funciona esse processo?

Para ficar mais claro, vamos utilizar uma empresa existente e que utilizou a recuperação judicial para conseguir se manter no mercado. A Bigolin é uma empresa sul-mato-grossense que atua como lojista de materiais para construção.

O pedido de recuperação judicial é feito quando a empresa não tem possibilidades de quitar as suas dívidas e esse processo é uma medida para reorganizar os negócios.

Todo o processo é feito na justiça, a empresa apresenta um plano de negócios que comprova a possibilidade de pagamento das dívidas. O plano é analisado pela justiça e pelos credores. Caso aprovado, a empresa entra em recuperação judicial, mas se não for aceito, a justiça decreta falência da empresa.

No caso da Bigolin para entrar em recuperação, a empresa colocou um imóvel – que era utilizado como depósito – avaliado em R$ 15,5 milhões, em um leilão online. Transferindo o estoque para a loja matriz, a empresa também pôde cortar custos de transportes de cargas.

Com a recuperação judicial, a empresa continua operando normalmente, mas precisa apresentar um balanço mensal para prestar contas à justiça. Caso não seja cumprido o que foi estabelecido no plano, o juiz pode declarar falência a qualquer momento. A Bigolin continuou com suas lojas abertas, mantendo seus funcionários.

A recuperação judicial é encerrada quando a empresa cumprir o que foi estabelecido no plano, quitando todas suas dívidas e o juiz finalizar o processo. Se for decretado falência, os donos serão afastados e medidas legais serão tomadas, como por exemplo, a justiça colocar em leilão todos os imóveis para quitar as dívidas ou até mesmo decretos de prisão.

Sendo uma prática comum, a recuperação judicial é a solução oferecida pela Justiça para que as empresas possam continuar operando e dissolver suas dívidas. Em comparação com 2015, o número de pedidos de recuperação judicial cresceu 51,1% em 2016, dados divulgados pelo Serasa Experian. Os pedidos de falência também cresceram neste ano, a taxa subiu 3,9%. Até final de novembro, 1.718 micro e grandes empresas entraram com o pedido.

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